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Centro de Interpretação da Cultura Sefardita

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O Centro de Interpretação da Cultura Sefardita do Nordeste Transmontano, inserido na Rede de Judiarias de Portugal, pretende dar a conhecer as vivências dos "cristãos novos" desde o século XV até hoje, e mostrar os aspetos culturais e sociais das privações diárias dum povo perseguido que deixou muitas marcas em Trás-os-Montes, através de conteúdos de elevada importância, tanto a nível museológico, científico, tecnológico e turístico.

Localizado na “rua dos museus”, Rua Abílio Bessa, em pleno centro histórico de Bragança, está instalado numa casa, estreita de dois andares. À entrada do museu está uma oliveira estilizada em toda a parede direita do rés-do chão. É uma árvore grande feita de muitas pequenas meias bolas escuras que, dentro de cada uma, têm inscritas as localidades por onde passaram comunidades de Judeus. Do lado esquerdo cinco painéis recordam-nos a vida de alguns dos principais investigadores da cultura Judaica em Portugal. Estão lá Orlando Ribeiro, Leite de Vasconcelos e o transmontano Abade de Baçal.

No fundo do rés-do-chão estão umas escadas largas de madeira que nos levam ao primeiro andar. Aí uma cronologia histórica lembra-nos o decreto de expulsão de Espanha de todos os Judeus, em 1492 e a fuga para Portugal, principalmente para as zonas de fronteira. A inquisição perseguia-os. O rei D. Manuel acolheu-os e deu-lhes direitos. Cerca de um ano mais tarde obrigou-os a batizarem-se. São os "cristãos-novos" e a sua viagem de mais de 5 séculos que preenchem grande parte desta segunda sala. É lá que está a explicação do termo Sefardita: diz-se de um judeu cuja ascendência remonta às comunidades judaicas ibéricas estabelecidas aqui na idade média e que depois de expulsos de Espanha se fixaram na europa ocidental, Norte de África, Balcãs ou américas. Aqui há também fotografias de locais e arquiteturas próprias da cultura judaica, textos, sons e tudo o que lembra o dia-a-dia dos judeus com especial relevo para as atividades económicas.

O terceiro e último espaço fica no segundo piso do edifício. Ao centro tem uma enorme coluna quadrada que emite sons e imagens do que deverá ser entendido como demonstração do medo que sempre foi perseguindo os judeus. Do outro lado, dois ecrãs complementam-se com a recreação de um tribunal inquisitório, obra do realizador brigantino António Morais.

Este equipamento foi projetado pelo arquiteto Eduardo Souto de Moura e fica ao lado do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais.

Alguns dos textos utilizados foram retirados de notícia da TSF. 

Morada

Rua Abilio Bessa, Bragança

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