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Igreja Paroquial de São João Baptista (antiga Sé) / Igreja da Sé / Igreja dos Jesuítas

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O Duque D. Teodósio e a Câmara mandam construir convento para clarissas no terreno da "Cruz de Pedra", junto às eiras do Arcebispo, pertencente ao Mosteiro de Castro de Avelãs. Em 1550 o edifício já se encontrava concluído. O edifício foi entregue à Companhia de Jesus em 1561, que o transformou em colégio. Como o convento se apresentava pequeno para a instalação do colégio, a Companhia de Jesus decidiu reformar o edifício. Com a expulsão da Companhia de Jesus do território nacional, em 1759, o edifício passou para a posse da Coroa. Em 1764 o templo foi elevado a Sé, quando a sede de diocese foi transferida de Miranda do Douro para Bragança. Em 1766 foi instalado na parte do antigo colégio o Seminário Diocesano. Nas centúrias seguintes foram elaborados alguns projetos para a edificação de uma nova sé, que só viria a ser construída entre 1997 e 1999.

Trata-se de um imóvel de planta composta por nave retangular de quatro tramos e capela-mor de dois tramos, contrafortada e coberta por abóbadas estreladas de combados manuelinas. É iluminada por vãos com decoração maneirista. Possui claustro quadrangular, à volta do qual se desenvolvia o edifício, desde cedo transformado em Colégio da Companhia de Jesus, com pátios dos Estudos disposto a leste e com duas alas paralelas prolongadas no século XIX, criando pátio intermédio. O portal principal é em arco de volta perfeita, enquadrado por pilastras com capitéis de inspiração compósita, sobrepujado por entablamento, tendo nos seguintes medalhões antropomórficos, por tabela retilínea delimitada por pináculos, integrando ao centro nicho albergando imagem da Virgem, por falsas aletas laterais e ainda por óculo ovalado. A portaria é disposta no interior de ampla torre sineira, precedida por alpendre sustentado por arcos em volta perfeita, assentes em colunas toscanas sobre plintos, para onde se abre portal de verga reta simples ladeado por duas janelas jacentes e encimado por cartela com IHS. 

No interior, possui coro-alto de madeira, com grande órgão barroco, cinco retábulos na nave, quatro barrocos e um neorococó, de planta reta e um eixo, em talha dourada e policromada e retábulo-mor também barroco, em talha dourada de planta reta e com corpo côncavo, de um eixo, contendo trono expositivo e sacrário. Tem ainda sacristia com espaldar de talha sobre o arcaz e teto em caixotões, ambos em talha joanina e integrando telas pintadas com temas Inacianos. Claustro caracteriza-se por cinco tramos em cada ala, tendo no primeiro piso arcada de duplo arco de volta perfeita assente em colunelos, sobre murete, exceto ao centro, por onde se acede à quadra e no segundo piso por janelas retangulares, molduradas e maineladas.

 

Classificação
MIP - Portaria n.º 740-FN/2012, DR, 2.ª série, n.º 252 (suplemento), de 31-12-2012
Pontuação
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