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Densidade PopulacionalHomeAnterior
A forma normal de calcular a densidade populacional de uma determinada região traduz-se pela razão entre a população total e a superfície territorial. Este indicador não tem em conta, obviamente, a forma como se distribui a população dentro da região considerada.

No concelho de Bragança, por exemplo, as freguesias urbanas da Sé e de Santa Maria (representam mais de 70% da população concelhia em 2001) ocupam apenas uma área de cerca de 20%  e apresentam uma densidade populacional de 98.7 habitantes por Km2; nas restantes 47 freguesias o valor da densidade populacional, também em 2001, é de apenas 16.2 habitantes por Km2.

Não interessa, assim, saber qual o valor da densidade populacional do concelho de Bragança num determinado ano, já que não reflecte a realidade das respectivas freguesias. Quando o importante são as pessoas e a dimensão da densidade em que vivem num determinado concelho, então há que conhecer o valor da densidade populacional de cada uma das respectivas freguesias em momentos temporais consecutivos, para desta forma aquilatarmos dos movimentos populacionais que tiveram lugar e da eventual sustentabilidade de cada uma das citadas freguesias.

Nas cartas apresentadas é possível ver, para cada freguesia da TFT, a evolução da densidade populacional entre 1970 e 2001.

Em relação às freguesias com uma densidade populacional ≥ 50 habitantes por Km2 é possível fazer os seguintes comentários:

-  Ao longo dos quarenta anos que vão de 1970 a 2001 há uma manutenção constante nesta classe de densidade das freguesias urbanas da Sé e de Sta. Maria (Bragança) e de Vinhais. Trata-se de freguesias polarizadoras de população, bastante estabilizadas, pese embora o facto de Sta. Maria ter um comportamento menos linear, fruto de políticas públicas espaciais bastante polémicas a que esteve sujeita. De referir, igualmente, as freguesias de Samil (sempre na classe de densidade populacional ≥ 50 , excepto no ano de 1981) e de Miranda do Douro que desde 1991 pertence a esta classe;

-  Estranho, se bem que elucidativo, é o verificado na classe de densidade populacional compreendida entre os quarenta e os cinquenta habitantes por Km2. Se em 1970 havia sete freguesias incluídas (Sta. Comba de Rossas, Coelhoso, Vilar de Ossos, Vila Verde, Vale das Fontes, Sendim e Miranda do Douro), destas, em 1981, permaneciam St.a Comba de Rossas, Vale das Fontes, Sendim e Miranda, para todas desaparecerem desta classe em 1991 e só Sta. Comba de Rossas regressar em 2001. É, no fundo, outra forma de verificar o esvaziamento populacional a que esteve/está sujeita a TFT;

-  Na classe de densidade populacional compreendida entre os trinta e os quarenta habitantes por Km2, o fenómeno da perda populacional na TFT transparece de igual modo. Com oito freguesias pertencentes a esta classe em 1970 (Sobreiró de Baixo, Alvaredos, Nunes, Donai, S. Pedro de Serracenos, Mós, Carção e Picote), nenhuma destas aparece em 2001, surgindo em seu lugar Rebordelo (que vem perdendo população), Castro de Avelãs e Donai (verdadeiros dormitórios da cidade de Bragança) e Sendim (que também perde população);

-  O mesmo fenómeno de perda populacional está implícito na evolução da classe de densidade populacional compreendida entre os vinte e os trinta habitantes por Km2. Em 1970 estavam integradas nesta classe 30.7% das freguesias da TFT. Em 1981 esse valor era apenas de 27.2%, de 17.5% em 1991 e de 9.6% em 2001. Especial referência para o facto da freguesia de Vimioso ter estabilizado nesta classe desde 1981;

-  A evolução da classe de densidade populacional compreendida entre os dez e os vinte habitantes por Km2 foi crescente de 1970 a 1991 (à medida que iam transitando para esta classe as freguesias que perdiam população e estavam em classes superiores), diminuindo posteriormente de 1991 para 2001 (à medida que as freguesias nela integradas perdiam população). Uma vez mais a desertificação populacional perpassa por esta classe de densidade;

-  Na última classe de densidade populacional ( ≤ dez habitantes por Km2) o aumento continuado do número de freguesias (de 5.3% em 1970 passou para 7% em 1981, para 22.8% em 1991 e para   43% em 2001) reflecte inquestionavelmente o drama populacional a que chegou a maioria das freguesias da TFT.


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