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Igreja de São Francisco e Seminário dos Missionários Apostólicos

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O antigo Convento de São Francisco de Vinhais encontra-se implantado na extremidade de um dos principais eixos de desenvolvimento da vila, denunciando a época tardia em que foi edificado, relativamente à grande maioria dos imóveis. Assim, deverá enquadrar-se na segunda metade do século XVIII.
 
Nesta centúria, Vinhais conheceu uma intensa atividade construtiva, quer ao nível da arquitetura religiosa, de que o convento e a igreja da Ordem Terceira são o melhor exemplo, como ao nível da arquitetura civil, onde se destaca o solar dos condes de Vinhais, com um papel muito significativo na evolução do tecido urbano e socioeconómico da vila.
 
O convento, que foi seminário dos Missionários Apostólicos, deve a sua instituição a José de Morais Sarmento, em 1751, como se encontra expresso numa das lápides junto ao portal principal da igreja, onde ainda se pode ler que o mesmo cedeu o padroado a "Sua Magestade". A lápide do lado oposto refere a aceitação do rei, em 1777. O fundador, falecido em 1762, encontra-se sepultado na capela-mor. As Memórias Paroquias referem ainda a contribuição e empenho de outros nobres da vila, bem como do povo da terra, na edificação e manutenção do convento e respetivos religiosos.
 

A igreja e as dependências conventuais foram edificadas nos anos subsequentes, tendo sido lançada a primeira pedra em 1752. A igreja era considerada uma das maiores da vila, razão pela qual era designada como a "igreja grande". De uma só nave, dispõe de cinco altares, todos eles com talha dourada. No retábulo-mor expõe-se a imagem de Nossa Senhora da Encarnação, a quem a igreja é dedicada. A fachada é depurada, destacando-se o amplo frontão, com um nicho no tímpano.

No convento, desde logo ocupado pelos primeiros seminaristas oriundos do seminário de Brancanes, em Setúbal, ganha especial importância o claustro, de planta quadrada, com arcaria no piso térreo e um chafariz no centro, com a representação da figura da Fama tocando trombeta. Exibe a seguinte inscrição:

VOX MEA / QUAE TOTUM POR NOMEN DETULIT ANSAS / DEFERT / AQUI ACCHIVES CURRERE FECITO AGUAS

 
Classificação
MIP - Monumento de Interesse Público com ZEP (Portaria n.º 421/2013, DR, 2.ª série, n.º 122, de 27-06-2013)
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