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Cabeço de São João de Castrelos

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Povoado implantado num relevo em esporão sobranceiro ao rio Baceiro. Possui limitadas condições de defesa natural e um razoável controlo estratégico da região envolvente. Do sistema defensivo apenas restam alguns taludes, não sendo completamente percetível o traçado original da antiga muralha. O local pode ter tido uma longa ocupação, iniciada na Idade do Ferro, sendo definitivamente abandonado ao longo da Idade Média.

Os materiais de superfície revelam um elevado índice de romanização, estando presente uma grande variedade de materiais, incluindo fragmentos de terra sigillata. Também aqui existiu uma igreja, cujo orago era São João. Nas últimas décadas o sítio tem sido alvo de consecutivas ações de destruição devido a intensa exploração agrícola e vinícola.

Foi no decurso de trabalhos agrícolas que foram colocadas a descoberto e consequentemente destruídas duas sepulturas estruturadas com lajes de xisto. Não é possível aferir se estariam articuladas com o referido templo de S. João, e portanto integradas numa cronologia mais recente, ou se pelo contrário e menos provável, integravam uma necrópole romana. Segundo informações recolhidas na aldeia de Castrelos, essas estruturas funerárias ainda continham os restos osteológicos das inumações aí efetuadas, restos esses que foram completamente destruídos, sendo atualmente ainda visíveis alguns fragmentos dispersos pela superfície do solo.

Segundo os dados bibliográficos de referência para este povoado, em 1591 foi aqui encontrado um tesouro de aurei, de Antoninus Pius cujo paradeiro se desconhece e duas estelas de xisto, uma depositada no Museu do Abade de Baçal (Bragança), contendo a inscrição LVCI /AVLLI / [...]IIR e uma outra desaparecida, com a inscrição C(aius) SEMPRON(ius) TUDIT(anus) / ANNORUM IX M(ensium) [.. /....]

Morada

Castrelos

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