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Torre Velha de Castro de Avelãs

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O local designado por Torre Velha desenvolve-se sobranceiramente à atual aldeia de Castro de Avelãs, na margem direita da ribeira de Castro. Não são notáveis condições de defesa natural, podendo considerar-se como razoável o controlo estratégico sobre a área envolvente. Nenhuma estrutura defensiva pode atualmente ser observada, apenas nos sectores norte e leste se desenvolve um talude que descai no sentido da ribeira de Castro, na zona que possui melhores condições de defesa natural.

Os sectores oeste e sul desenvolvem-se em campo aberto sobre uma área de planalto. Numa área superior a 2 hectares são visíveis grandes quantidades de vestígios arqueológicos constituídos sobretudo por cerâmica de construção (tégula, imbrices, tijolos) e cerâmica de uso comum com cronologias inseríveis no período romano e a Idade Média.

Este sítio arqueológico foi intervencionado nos finais do século XIX por José Henrique Pinheiro, que refere em relatório que colocou a descoberto ruínas da ocupação romana, uma necrópole medieval e os alicerces de uma igreja também medieval. Relacionam-se com este sítio mais de uma vintena de epígrafes, entre as quais se destacam dois miliários reutilizados como sarcófagos e algumas aras.

Alguns autores admitem a hipótese de a Torre Velha de Castro de Avelãs ter sido a sede da ciuitas Zoelarum, ou um importante centro religioso dos Zoelas. Tal suposição baseia-se principalmente no facto de se associar a este local uma ara cuja inscrição foi interpretada do seguinte modo DEO / AERNO / ORDO/ ZOELAR (um) / EX VOTO

Não há provas seguras de que o sítio tenha tido ocupação da Idade do Ferro, embora haja referências bibliográficas à existência de muralhas deste período.

Morada

Castro de Avelãs, Bragança

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