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Festa de Santo Estêvão - Festa dos Rapazes

Datas
24 a 26 Dez 2015
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Slideshow
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Festa em honra de Santo Estêvão em que os protagonistas são os máscaras.

As festas dos rapazes acontecem um pouco por toda a Terra Fria, sendo que a sua origem é remota , quiçá muito anterior à cristianização da Península. Tratam-se de celebrações pagãs do solstício de Inverno, que na época natalícia se realizam pelo território.

Com mais ou menos variantes as festas decorrem de forma muito similar. Pela alvorada, ao toque da gaita, a ronda desperta a rapaziada às 4 e às 7 horas. Todos comparecem de livre vontade ou forçados, se necessário for e, já figurados, percorrem o povoado cometendo tropelias e lançando impropérios. Pela tarde fazem coro com a chocalhada a um bardo que entoa loas mordazes aos hábitos e costumes da população.

É um espetáculo digno de ser visto pelo menos uma vez na vida, porque encerra manifestamente um dos momentos ritualísticos mais assinaláveis e genuínos da Terra Fria.

Em harmonioso convívio ou, pelo menos, sem irreverentes despiques, o povo associa a muitas festividades religiosas, rituais profanos que têm remotíssima origem, quiçá muito anterior à cristianização da Península e que a Igreja, prudentemente tolerou e ajustou de acordo com os princípios dogmáticos que estruturam a sua doutrina. Estão neste caso as celebrações pagãs do solstício do inverno, que na época natalícia se realizam no Nordeste Transmontano com a designação genérica de Festas dos Rapazes.

Anunciadas nos primeiros dias de dezembro por dois mordomos escolhidos no ano anterior, suscitam sempre a participação espontânea dos mancebos locais trajando fatos coloridos cobertos de fitas, campainhas e chocalhos e envergando uma máscara de pau, couro, cortiça ou lata que lhes encobre a identidade. São os “caretos”, a quem tudo é permitido, no efémero dia em que se faz o folguedo. Reminiscência de antigos rituais pagãos de passagem da adolescência à vida adulta, a folia está por sua conta. Pela alvorada, ao toque da gaita, a ronda desperta a rapaziada. Todos comparecem de livre vontade ou forçados, se necessário for e, já figurados, percorrem o povoado cometendo tropelias vomitando impropérios. Pela tarde fazem coro com a chocalhada a um bardo que entoa loas mordazes aos hábitos e costumes da população. Pelo fim da tarde, os caretos ainda folgados para cabriolas acompanham de casa em casa os gaiteiros e os dois mordomos com chapéu de enfeite e varas arborescentes onde penduram as pequenas dádivas com que cada família agradece as Boas Festas de Natal. À noite, a ceia é lauta e toda a população comparece para escolher os mordomos do ano seguinte.

É assim, com mais ou menos variantes, em quase todas as aldeias do Nordeste Transmontano, entre o dia de Natal e o dia de Reis.

Morada

Ousilhão - Vinhais

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