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Castelo de Vinhais

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O Castelo de Vinhais é outra construção resultante dos objetivos de centralização do território transmontano em "vilas novas", diretamente sob controlo do rei e mais aptas a desempenhar as funções de atração e de organização das comunidades. A primeira tentativa para constituir esse pólo urbano aconteceu no reinado de D. Sancho II, mas só no de D. Afonso III se constituiu a vila, "num cabeço fronteiro a Crespos", onde existia um primitivo núcleo de povoamento centralizado em torno da igreja de São Facundo. Mas D. Afonso III já havia concedido em 1253 carta de foral à localidade.

De instituição tardia, a própria construção da vila, com seu castelo e igreja matriz, terá sido bastante demorada, não se referindo o seu templo paroquial no Catálogo de 1320-21. No reinado de D. Dinis, o sistema militar de Vinhais estava plenamente ativo, datando dessa época uma cerca com cinco ou seis torres, cuja porta principal era flanqueada por duas delas. Trata-se de uma composição harmónica e simétrica, característica da arquitetura das vilas urbanas dionisinas.

Este castelo desempenhou um importante papel no século XIV, na conturbada conjuntura do reinado de D. Fernando e da revolução que se lhe seguiu. Entre 1369 e 1371 foi ocupado por tropas castelhanas e, um ano depois, o seu alcaide tomou o partido espanhol. O estatuto periférico da fortaleza, reforçado pela extrema proximidade do reino de Castela, com o qual dispunha de fáceis vias de acesso, terá acentuado a maior ligação dos senhores do castelo aos invasores, facto que se repetiu em 1397, quando o alcaide João Afonso Pimentel se revoltou contra D. João I e abraçou a causa castelhana, só voltando à posse nacional em 1403.

Nos finais da Idade Média, o castelo foi objeto de várias reformas, havendo notícia de trabalhos realizados no reinado de D. Afonso V, quando o comando da fortaleza se encontrava estabilizado na linhagem dos condes de Atouguia. O desenho da autoria de Duarte d'Armas é a mais antiga representação do conjunto e tão importantes quanto este desenho são as informações constantes na obra do autor, em particular as que se reportam ao mau estado da fortaleza: a face interna da torre de menagem, voltada para a vila, estava já destruída e duas das restantes torres mostravam desgaste das fundações.

Ao longo da época moderna foram edificados uma barbacã e vários torreões complementares, estes últimos datados do século XVI. Contudo, este é efetivamente o período da destruição do sistema defensivo, em benefício do avanço de construções privadas, que rapidamente se adossaram aos velhos muros.

Classificação: Monumento Nacional (MN) (Decreto n.º 39 521, DG, I Série, n.º 21, de 30-01-1954)

Morada

Vinhais

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