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Ruínas da Capela de São Fagundo / Capela dos Mouros

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A Igreja de São Fagundo é um antigo templo medieval, hoje arruinado e coberto de mato. Tem uma construção de boa qualidade, mas as paredes estão reduzidas a pouco mais que os alicerces. É uma igreja simples, com nave e capela-mor, em que o portal frontal e o arco triunfal da capela-mor se mantêm intactos.
O portal de entrada tem um arco de volta perfeita, provavelmente românico, enquanto que o arco triunfal é gótico. O interior da igreja apresenta-se coberto do derrube das paredes e de matagal. Na nave encontra-se o fragmento de um sarcófago de granito, com a cabeceira partida. A igreja está situada na parte superior de um pequeno vale, bastante aberto e abrigado, com excelentes solos agrícolas.
O Abade de Baçal refere que nas imediações da igreja haveria umas 10 ou 12 sepulturas escavadas na rocha, de contornos ovalados, que atualmente não são
visíveis, não se sabendo se estão destruídas ou soterradas. Na periferia deste vale encontram-se outras quatro necrópoles, uma localizada cerca de 150 metros a este, outra cerca de 100 metros a norte da Igreja, outra cerca de 160 metros para sul/sudeste e um núcleo composto por apenas uma sepultura cerca de 200 metros sudeste da igreja.
 
O Abade de Baçal refere que a cerca de 300 metros de distância haveria restos de fortificações. Poderá eventualmente referir-se a um cabeço existente a sul da igreja, conhecido como Cabeço da Moreirinha, que apresenta boas condições de implantação e um largo muro de propriedade na entrada, mas que não revelou quaisquer vestígios arqueológicos. Por outro lado, na envolvência da necrópole e da rocha com arte rupestre a este da igreja, há restos de antigas casas e muros, de época indeterminada, podendo talvez ser a isto que se aplica a referência.
 
Por todo o vale, numa alargada extensão de terreno, encontram-se abundantes materiais de superfície, essencialmente telhas de meia cana e cerâmicas comuns. Alguns materiais são certamente medievais, mas algumas das cerâmicas poderiam ser romanas. Não se encontrou um único rebordo de tegula, mas apareceram alguns fragmentos, pequenos e muito gastos, de telhas planas, que poderiam eventualmente ser também romanos.
 
Assim, não há evidências claras de ocupação romana neste sítio, mas a existência dessa ocupação é plausível, tendo em conta as características do local e alguns achados. O Abade de Baçal refere o aparecimento de moedas romanas. Na igreja foram recolhidas duas estelas funerárias romanas, depositadas no Museu do Abade de Baçal (Bragança), sem que saiba exatamente a sua proveniência.
É possível que venham da necrópole situada a norte da igreja, onde apareceram diversas sepulturas de lajes, de cronologia exata desconhecida.
 
Classificação
EVC (Homologado como IM - Despacho de 03 agosto 1990 do Secretário de Estado da Cultura)
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